Importar para otimizar

As importações registraram um incremento médio de 45,1% em maio, em comparação com o mesmo período do ano passado, totalizando US$ 461,8 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. A atividade comercial segue em alta no país desde janeiro deste ano e, segundo o diretor-presidente da Hestia, Gustavo Selig, começa a ser uma alternativa para construtoras e incorporadoras reduzirem custos. “Hoje é possível trazer o mesmo produto com valor entre 30 e 40% menor do que o de fabricação nacional”, conta.

É o caso da curitibana Hestia Import, braço da Hestia Construções e Empreeendimentos, que, há um ano, comercializa escoras metálicas, andaimes, bandejões para obra, porcelanato e pastilhas de vidro do continente asiático, tendo como público alvo arquitetos e decoradores. “A ideia é aumentar a linha de produtos para oferecer os materiais a outras construtoras. Estamos estudando a viabilidade de trazer metais, louças sanitárias, fechaduras, portas e conjunto de SPA com sauna da Espanha e da Itália”, revela Selig. Ele ressalta que todos os produtos são testados por centros tecnológicos antes de serem comercializados.

De acordo com Selig, o crescimento da procura de matéria-prima pelas empresas do setor, motivado pelo aquecimento do mercado, resultou num aumento no preço dos materiais, com destaque para aço, cimento e produtos cerâmicos. Em Curitiba, serão 17 mil novos imóveis no mercado até o fim do ano.

“Neste ritmo, acredito que alguns produtos deverão ficar escassos nos próximos anos, especialmente em função da Copa de 2014 que viabilizará um grande número de obras de infraestrutura simultaneamente”, prevê. Como conseqüência, se observa o aumento do prazo para entrega dos produtos. “O tempo médio para entrega de uma porta, por exemplo, é de seis meses. Existem empreendimentos que levam um ano para serem concluídos”, compara Selig.

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